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Futuro Digital

Será hoje mesmo necessário todo esse alarde de mudança  para o mercado editorial digital aqui no Brasil? Veja abaixo uma notícia que mostra o que a chegada dos e-books está causando no exterior:

A Barnes & Noble, que tem a maior rede de livrarias nos Estados Unidos, prevê que sua venda de e-books vai passar de US$ 250 milhões em 2010 para mais de US$ 2 bilhões em 2015, de acordo com uma apresentação feita por William Lynch, o principal executivo da empresa, na semana passada, durante reunião com investidores. Já a venda de livros físicos deverá cair de US$ 3,6 bilhões, no ano passado, para US$ 2,8 bilhões em 2015. A B&N projeta que o mercado total de livros físicos nos Estados Unidos vai encolher um terço nos próximos anos – de US$ 21 bilhões em 2010 para US$ 14 bilhões em 2015 –, enquanto a área de livros digitais crescerá 7 vezes e chegará a US$ 7 bilhões no mesmo período.

Publishers Weekly – Por Redação

Com toda essa mudança, venho acompanhando estas notícias de queda na venda de livros físicos, fechamento de grandes livrarias convencionais e assustador crescimento na venda de livros digitais no mercado externo – EUA principalmente – há algum tempo.

Apesar dos altos números em vendas de e-books e dessa dita “revolução digital” que está atingindo o mercado editorial, não acredito que, no momento, o mercado editorial do Brasil possa fazer a mesma projeção ou se preocupar de forma alarmante como, aparentemente, vem acontecendo fora do país. Verdade sim que já existem grandes empresas interessadas em nosso (ainda) prematuro mercado digital, pois enxergam aqui uma boa oportunidade, mas isso também não significa que em um piscar de olhos daremos adeus a impressão de livros.

Apesar de toda essa tendência digital, o fato a se considerar é de que enquanto não tivermos uma plataforma sólida para a venda e para a utilização dos livros digitais, a digitalização dos livros não será um problema para a venda dos livros convencionais.

É por isso que o Futuro Digital, para editores aqui no Brasil, deve ser visto como um adendo, uma opção a mais de lazer, interação e cultura do público, e não como uma ameaça fatal de substituição aos livros impressos, como muitos – erroneamente – vêm anunciando; afinal eu, você e tantos outros que amam os livros não iremos deixar de consumi-los com a chegada definitiva dos e-books, apenas passaremos a diversificar nossas possibilidades de leitura, o que, no meu ponto de vista, é muito positivo – tanto para editores que souberem aproveitar esta oportunidade, quando para nós leitores.



  1. Tin Pan on Thursday 24, 2011

    Antigamente -e eu me lembro muito bem- o futuro era algo bem distante mesmo, tínhamos até a impressão de que ele não chegaria nunca.
    Hoje não existe mais o futuro.
    O “futuro”, hoje, vem como uma dessas máquinas que se usam para deixar o asfalto mais liso, invade tudo sem pedir permissão, dá uma bela cusparada na cara de todo mundo, e fica por aí rindo de nós, os bocas-abertas.
    O que eu posso fazer contra o “futuro”?
    Eu mesmo respondo: NADA.

  2. Sybylla on Thursday 24, 2011

    O modo analógico ainda é a melhor maneira de se guardar dados. Os Manuscritos do Mar Morto sobreviveram por séculos em uma caverna. Quanto tempo sobreviveria um Kindle? E quando a bateria acaba? A versatilidade do livro não vai tirá-lo de circulação.